domingo, 12 de dezembro de 2010

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

A amizade desenvolve a felicidade e reduz o sofrimento, duplicando a nossa alegria e dividindo a nossa dor.

Joseph Addison

quarta-feira, 7 de julho de 2010

pense na feliciade


A princípio, bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote louvável, mas nossos desejos são ainda mais complexos.

Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser magérrimos, sarados, irresistíveis.
Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema: queremos a piscina olímpica e uma temporada num spa cinco estrelas.

E quanto ao amor? Ah, o amor... Não basta termos alguém com quem podemos conversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando. Isso é pensar pequeno: queremos amor, todinho maiúsculo.

Queremos estar visceralmente apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados, queremos jantar à luz de velas de segunda a domingo, queremos sexo selvagem e diário, queremos ser felizes assim e não de outro jeito.

É o que dá ver tanto cinema.

Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista.
Ter um parceiro constante, pode ou não, ser sinônimo de felicidade. Você pode ser feliz solteiro, feliz com uns romances ocasionais, feliz com um parceiro, feliz sem nenhum. Não existe amor minúsculo, principalmente quando se trata de amor-próprio.

Dinheiro é uma benção. Quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo, usufruí-lo. Não perder tempo juntando, juntando, juntando. Apenas o suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado. E, se a gente tem pouco, é com este pouco que vamos tentar segurar a onda, com humor, fé e um pouco de criatividade.
Ser feliz de uma forma realista, é fazer o possível e aceitar o improvável.

Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar o estrelato, amar sem almejar o eterno. Olhe para o relógio: hora de acordar.
É importante pensar-se ao extremo, buscar lá dentro o que nos mobiliza, instiga e conduz mas sem exigir-se desumanamente.

A vida não é um jogo onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio.
Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade. se a meta está alta demais, reduza-a.
Invente seu próprio jogo. Faça o que for necessário para ser feliz.

Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade

sexta-feira, 18 de junho de 2010

"Eu me perguntava...oque dizer sobre amizade??!!

E ENTÃO PENSEI EM TODOS MEUS AMIGOS...
EU PENSEI NAS QUALIDADES QUE OS DIFERENCIAVAM, COISAS QUE OS FAZEM ÚNICOS E QUERIDOS...
COMO AQUELES QUE SÃO TÃO DIFERENTES E NOS ENTENDEM TANTO...
AQUELES QUE NOS AJUDAM EM MOMENTOS DIFÍCEIS...
AQUELES QUE AS VEZES NOS DEIXAM VERDES..
OS ENGRAÇADOS
OS INTELECTUAIS
OS QUE NOS COBREM DE PAZ
OS QUE NUNCA SE ANIMAM
OS QUE NOS MIMAM
OS QUE NECESSITAM MIMOS
OS ORIGINAIS
OS QUE NECESSITAM CUIDADOS
OS QUE SÃO CAPAZES DE NOS CARREGAR ,SEJA QUAL FOR NOSSO ESTADO DE ANIMO
OS QUE SEMPRE ESTÃO ATENTOS
OS QUE SEMPRE MOSTRAM UMA PARTE QUE SÃO
OS QUE SEMPRE CONSEGUEM O QUE QUEREM
OS INSÓLITOS!!!
OS CORAJOSOS
OS QUE SEMPRE ESTÃO DISPOSTOS A JUNTAR-SE PARA FAZER ALGO...
OS QUE SEMPRE TEM UMA NOTICIA OU UMA NOVIDADE PARA CONTAR..
OS GRITÕES
OS QUE ENTRAM EM CASA A QUALQUER MOMENTO
OS QUE FAZEM TEMER]
OS ORGANIZADOS
OS "FOLGADOS"DE SEMPRE
OS PROTECTORES]
OS DE LONGE]
OS QUE NÃO PARAM DE TRABALHAR
OS QUE TEM DELÍRIOS DE GRANDEZA
OS QUE SEMPRE ESTÃO ENROLADOS EM ALGO]
OS QUE SEMPRE ESTÃO DISPOSTOS A QUALQUER COISA PARA NÃO PASSARMOS UM MAL MOMENTO..
E OS QUE NECESSITAM DE PROTECÇÃO
OS BRINCALHÕES
OS SURPREENDENTES
OS QUE CAIM EM UM MOMENTO ERRADO
OS QUE SE JUNTAM EM UM PASSEIO
OS QUE NOS FAZEM RIR A QUALQUER PREÇO
OS QUE SÃO TÃO TERNOS
OS QUE SE ESCONDEM
OS QUE PRATICAMENTE SÃO PARTE DE UM MESMO
OS QUE SEMPRE ESTÃO NOS ESPERANDO
A TODOS E A CADA UM DELES
OBRIGADO
A TODOS MEUS AMIGOS
A TODOS..
A TODOSSSSS..
OBRIGADO POR ANDARMOS JUNTOS..
NA CAMINHADA DA VIDA..
OBRIGADO POR ANDAREM SEMPRE ATENTOS SEMPRE QUE NECESSITO
OBRIGADO POR QUERER-ME ASSIM COMO SOU FAZENDO MINHA VIDA MAIS SIMPLES
ILUMINANDO CADA MOMENTO
OBRIGADO

sexta-feira, 11 de junho de 2010

terça-feira, 25 de maio de 2010

quarta-feira, 21 de abril de 2010

PEQUENA HISTÓRIA DE UM GRANDE NÃO-AMOR, BASEADA EM FATOS REAIS, COMO NUM FILME AMERICANO PARA A TV, OU:

Outro dia o João, logo depois de cruzar com a Maria, num desses encontros casuais da vida e de trocar com ela, com desconcertada educação, um "oi, tudo bem", percebeu-se a conversar consigo mesmo:


- Meu Deus, a Maria, a minha não-namorada. Quanta falta, às vezes, eu sinto dela! Que saudades daquilo que foi tão pouco! Ao que, João se respondeu:


- Coversando sozinho, João? Mas por que essa falta? Melancólico por que está por perto o dia dos namorados, ou o seu aniversário, ou o aniversário dela, ou o Natal, ou qualquer outra coisa? E daí? O que poderia acontecer se a Maria fosse sua namorada, e não uma simples não-namorada com quem você cruza por aí, de quando em vez? Hoje em dia vocês mal se falam!


- Ah, se ela fosse minha namorada, eu poderia dizer a ela, como se fossem minhas, palavras de Vinicius de Moraes : “o meu amor por você é como uma velha canção aos seus ouvidos”. Ou, talvez, lhe sussurrasse, como Amenófis IV à sua rainha Nefertiti, no Egito antigo: “o meu amor, por você, durará tanto quanto o eterno piscar das estrelas”.........


- Mas, João, se toca, ela é, apenas, uma simples não-namorada, não há como você falar isso a ela. E aí, como é que você fica, como é que você vai tocando a vida?


- Aí, eu não vou tocando a vida. Não vou porque eu também não tenho a voz da Elis Regina, pois que, se a tivesse, poderia cantar, como ela, em “O Cantador”, de Dori Caymmi e Nelson Mota: “De que serve o meu canto e eu, se, em meu peito, há um amor que não morreu. Eu canto a dor, de uma vida perdida, sem amor”.


- Meu caro amigo, que, por acaso, sou eu mesmo, o João, mas que que papelão! Elis Regina? Faça-me o favor! Além disso você não está sendo nada original, usando falas de outros. E saiba você, também, que o homem só não é ridículo quando diz determinadas coisas, como essas que você está falando, quando as diz para a sua namorada, na vida ou na despedida. Não se fala coisas dessas a uma simples não-namorada, que, acho até, nem se importa tanto assim com você!


- Olha, vendo as coisas por esse lado, acho, até, que você tem razão e percebo o deslize deste escrito meu. Mas é que, ao contrário do que eu disse acima (ou disseram por mim), em meu peito, na verdade, existe um amor que eu ainda não vivi. E é por ainda não tê-lo vivido que, mesmo que eu queira, e eu já o quis tantas vezes, não me morre a esperança de que um dia a Maria, por distração ou tentação, por piedade ou por vontade, por desamor ou por favor, como benção ou consolação, se lembre deste pobre João e conceda-me, enfim, a ventura de um pequeno (ou grande, ou imenso, mas infinito) deslize seu.

Aí o João se calou, não se disse mais nada, guardou, de novo, todos aqueles desperdiçados sentimentos, num canto próprio de sua alma e seguiu o seu caminho. E se foi, não-alegre e não-faceiro, sabendo, sem saber, que num outro encontro casual, toda essa pequena história, de novo iria ser contada. É que, se essa história é pequena e curta, essa história também não tem como acabar, pois só à Maria foi dada aquela pena de ganso, aquela caneta tinteiro, aquela caneta esferográfica, aquela máquina de escrever, aquele teclado de computador que possuem o poder de determinar e de escrever o ato e a palavra:

FIM

quarta-feira, 31 de março de 2010

A FLOR DA HONESTIDADE


Conta-se que por volta do ano 250 A.C., na China antiga, um príncipe da região norte do país estava às vésperas de ser coroado imperador mas, de acordo com a lei, ele deveria se casar.

Sabendo disso, ele resolveu fazer uma "disputa" entre as moças da corte ou quem quer que se achasse digna de ser sua esposa. No dia seguinte, o príncipe anunciou que receberia, numa celebração especial, todas as pretendentes e lançaria um desafio.

Uma velha senhora, serva do palácio há muitos anos, ouvindo os comentários sobre os preparativos, sentiu uma leve tristeza, pois sabia que sua jovem filha nutria um sentimento de profundo amor pelo príncipe.

Ao chegar em casa contou à jovem e desesperou-se ao ver que ela pretendia ir à celebração, indagando preocupada:

_ Minha filha, o que você fará lá ? Estarão presentes todas as mais belas e ricas moças da corte. Tire esta idéia insensata da cabeça, eu sei que você deve estar sofrendo, mas não torne esse sofrimento uma loucura.

E a filha respondeu:

_ Não, querida mãe, não estou sofrendo e muito menos louca. Eu sei que jamais poderei ser a escolhida, mas é minha oportunidade de ficar pelo menos alguns momentos perto do príncipe, e isto já me torna feliz.

Na hora marcada, a jovem chegou ao palácio. Lá estavam, de fato, todas as mais belas moças, com as mais belas roupas, com as mais belas jóias e com as mais determinadas intenções.

Em determinado momento, o príncipe anunciou o desafio:

_ Darei a cada uma de vocês, uma semente. Aquela que, dentro de seis meses, me trouxer a mais bela flor, será escolhida minha esposa e futura imperatriz da China.

A proposta do príncipe não fugiu às profundas tradições daquele povo, que valorizava muito a especialidade de "cultivar" algo.

O tempo passou e a doce jovem, como não tinha muita habilidade nas artes da jardinagem, cuidava com muita paciência e ternura a sua semente, pois sabia que se a beleza da flor surgisse na mesma extensão de seu amor, ela não precisava se preocupar com o resultado. Mas passaram-se três meses e nada surgiu.

A jovem tudo tentara, usara de todos os métodos que conhecia, mas nada havia nascido, Dia após dia. Por fim, os seis meses haviam passado e nada havia brotado.

Consciente do seu esforço e dedicação a moça comunicou a sua mãe que, independente das circunstâncias retornaria ao palácio, no prazo combinado, pois não pretendia nada além de mais alguns momentos na companhia do príncipe.

Na data e hora marcada, lá se apresentou, com seu vaso vazio, bem como todas as outras pretendentes, cada uma com uma flor mais bela do que a outra, das mais variadas cores e formas. A jovem ficou admirada, nunca havia presenciado tão bela cena.

Finalmente, chegou o momento esperado e o príncipe passou a observar a flor trazida por cada uma das pretendentes, com muito cuidado e atenção. Após analisar todas elas, ele anunciou um resultado surpreendente, indicando a bela mas humilde jovem, do vaso vazio, como sua futura esposa.

O público presente, perplexo, quis saber o motivo, afinal, o desafio previa que se casaria com a moça que lhe trouxesse a mais bela flor e ele escolhera, justamente, a que não cultivara flor alguma.


Então, calmamente, o príncipe esclareceu:

_ Esta jovem foi a única que cultivou a flor que a tornou digna de se tornar uma imperatriz: A Flor da Honestidade, pois todas as sementes que entreguei eram estéreis.

A Honestidade é como uma flor, tecida em fios de luz, que ilumina quem a cultiva e espalha claridade ao redor. Independente de tudo e de todas as situações que nos rodeiam, que possamos espalhar essa luz àqueles que nos cercam..

Se para vencer, estiver em jogo a sua honestidade, PERCA!!!
Você será sempre um vencedor !!!

quinta-feira, 25 de março de 2010

DIVAS


TODAS AS MULHERES FELIZ DIA 8 DE MARÇO

feminina sempre

PARA TODAS AS MULHERES QUE TEM UM VIDA CHEIAS DE ACTIVIDADES ,MAS QUE A PESAR DE TUDO NÃO DEIXAM SUA BELEZA E VAIDADE FEMININA DE LADO,POIS TEMOS ESTE DOM QUE APESAR DE TUDO NOSSO BRILHO NUNCA SE APAGA,SER MULHER É MAIS QUE UM DOM QUE DEUS ´NOS -DEU.

todas merecem


VERDADEIRO AMIGO

MUITO MAIS QUE BOAS PALAVRAS QUE OS AMIGOS TRAVEM;O BOM AMIGO APONTA SEM RECEIO NEM -UM OS DEFEITOS OU OS ERROS QUE ESTAMOS FAZENDO;POIS O VERDADEIRO AMIGO NÃO FALA APENAS O QUE QUEREMOS OUVIR E SIM O QUE MUITAS VEZES PRECISAMOS OUVIR.

VAMOS PENSAR UM POUCO!

RESPOSTA PARA TUDO NA VIDA NÓS SERES -HUMANOS SEMPRE QUEREMOS ENCONTRAR,MAS MUITAS VEZES NÃO CONSEGUIMOS OLHAR O QUE ESTA BEM A NOSSA FRENTE,DIANTE DE NOSSOS OLHOS;ENTÃO PERGUNTO COMO ACHAR RESPOSTA TÃO CONFUSAS PARA O MUNDO PARA A VIDA?/?
-FECHAR OS OLHOS,DEIXAR QUE A LUZ ENTRE EM NOSSA VIDA
ELA TRAZ TODAS AS RESPOSTAS QUE COM SILENCIO SE ENCONTRA,
UMA BOA MEDITAÇÃO SEMPRE FAZ BEM PODEMOS VISUALIZAR A VIDA.
-VAMOS PROCURAR LEVAR A VIDA COM HARMONIA A MELHOR MANEIRA POSSÍVEL SEMPRE TEM MAIS ALGUÉM COM PROBLEMAS MAIS SÉRIOS QUE OS NOSSOS,TEMOS QUE APRENDER TER UM POUCO MAIS DE GENEROSIDADE...

domingo, 21 de março de 2010

o que os homens querem das mulheres?

O que os homens querem das mulheres?

O Dia Internacional da Mulher passou longe da minha coluna quinzenal. Assim, vou levar a sério o galanteio dos que dizem "todo dia é dia de vocês" e continuar uma velha conversa que sempre retorna, por volta do 8 de março: afinal, o que querem as mulheres? Sucessivas gerações de homens retomaram a pergunta, desde que Freud confessou sua perplexidade à amiga Marie Bonaparte no começo do século passado.

Se a descoberta freudiana ainda valer e o inconsciente continuar recalcado, o desejo, no sentido radical da palavra, é enigmático para homens e mulheres. Não há distinção de gênero frente à opacidade das representações estranhamente familiares que nos habitam e motivam lapsos, deslizes, sintomas, fantasias. Já no plano das vontades mais pedestres, do destino que damos a essa insatisfação permanente a que se chama vida - talvez aí se possa especular se os homens seriam menos enigmáticos que as mulheres.

Por uma questão de método, vale considerar o ponto de vista dos que, como Freud, se confessam incapazes de satisfazer esses seres ambíguos que somos nós, do sexo feminino. Os homens, talvez para se esquivar da intromissão feminina, declaram ser pessoas fáceis de contentar. Além de sexo, dedicação e carinho (mas sem exagero!) das amadas, querem respeito profissional e, claro, ganhar bem. O que mais? 90% de minha amostragem particular responde: ler o jornal inteiro no domingo, jogar conversa fora com os amigos de bar de vez em quando e ver futebol na TV sem ser ???interrompidos. Essa opção, há quem troque por uma soneca no sofá.

Parece que com esse pacote de pequenas alegrias, tudo estaria bem. Mas, atenção: as mulheres, convidadas gentilmente a não aporrinhá-los durante suas atividades favoritas, devem estar a postos quando eles solicitarem. O casamento para o homem, disse uma vez Mario Prata, significa botar uma mulher dentro de casa. E depois, sair pra rua. Só que ela precisa estar lá quando o cara voltar, de preferência sem questionar por que ele saiu em vez de se contentar com tudo o que ela tem a oferecer. Melhor fazer essa pergunta ao ex-marido da Amélia, aquela dedicada que ele abandonou em troca da outra, cheia de exigências.

Mas perguntemos também, como meu colega de coluna, Marcelo Paiva, por que tantas mulheres hoje (nem todas! só as de 40 pra cima) não querem mais se casar? Essa pergunta é simétrica àquela formulada pelo historiador da revolução francesa, Jules Michelet, aos homens que no fim do século 19 preferiam as aventuras do celibato à responsabilidade do casamento. Michelet lamentava o destino das moças pobres e remediadas que, fora da instituição do matrimônio, ficavam desprotegidas, vulneráveis, sem perspectiva de futuro.

A recusa mudou de lugar? Por que as mulheres de hoje, cumprida a etapa inicial da criação dos filhos, preferem não entrar num segundo ou terceiro casamento? Hipótese: porque não precisam mais dele. Não do homem, nem do amor: do casamento. Nem todas as que desistem de casar de novo são, como pensa Marcelo, desiludidas com o amor. As mulheres que já se casaram algumas vezes podem ter desistido do casamento porque esse existe, até hoje, para tornar confortável a vida - dos homens. Separados, eles procuram imediatamente uma esposa que substitua a primeira, enquanto elas parecem não ter pressa nenhuma de voltar ao estado civil anterior. Isso não quer dizer que tenham desistido de amar. Pode ser que estejam à procura de outras coisas, além das que o casamento proporciona. Aliás: é nessa hora, quando uma mulher não se contenta mais com o que seu homem lhe oferece, que ele a acusa de não saber o que quer.

Muitas coisas os homens podem nos dar. Amor, prazer, carinho, apoio. Aquele olhar de desejo que embeleza a mulher. E filhos, quase todas queremos os filhos. O que mais? Profissão e independência econômica ficam fora do pacote do amor. Poder, também: mas o verbo é mais instigante que o substantivo. As mulheres querem poder muitas coisas. Depois que os filhos crescem e antes que lhes tragam netos pra cuidar, o que querem as mulheres? É simples: tudo o que não puderam viver até então. Está certo: tudo, tudo não pode ser. Vá lá, quase tudo. Com vocês ou sem vocês, meus caros; quase tudo. Caberia até perguntar: por que os homens (não todos! só os de 40 pra cima) querem tão pouco?

Basta olhar à sua volta. Uma fila de cinema: 60% de mulheres, 40% de homens (os jovens talvez sejam exceção). Um concerto? 70% pra nós. Exposição de arte, idem. Metrô pra qualquer lugar, fora de horários de pico: mulheres, mulheres. Carnaval, festa-baile: olha lá elas dançando, com ou sem parceria masculina. Viagens, ecoturismo, passeatas - a lista é longa.

Por isso mesmo a mulher pode hoje dar a seu parceiro o que nenhuma geração anterior ao século 20 podia dar. Aquilo que o poeta francês Benjamin Pérec chamou de amor sublime: o amor da carne, mais o da sublimação. As três últimas gerações de mulheres, não limitadas ao espaço doméstico, são capazes de conversar sobre quase tudo com seus companheiros. Compartilhar ideias, projetos, ambições, bobagens, piadas, boemia, lutas. A vida pode ser bem boa desse jeito, e o amor, uma conversa sem-fim.

O filósofo romeno Cioran afirmou que as mulheres são as novas-ricas do mundo da cultura. Talvez por isso falemos demais. Em compensação, os maridos não são mais os nossos únicos interlocutores.

Maria Rita Kehl
by Leonardo - Amigos do Freud
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