domingo, 21 de março de 2010

o que os homens querem das mulheres?

O que os homens querem das mulheres?

O Dia Internacional da Mulher passou longe da minha coluna quinzenal. Assim, vou levar a sério o galanteio dos que dizem "todo dia é dia de vocês" e continuar uma velha conversa que sempre retorna, por volta do 8 de março: afinal, o que querem as mulheres? Sucessivas gerações de homens retomaram a pergunta, desde que Freud confessou sua perplexidade à amiga Marie Bonaparte no começo do século passado.

Se a descoberta freudiana ainda valer e o inconsciente continuar recalcado, o desejo, no sentido radical da palavra, é enigmático para homens e mulheres. Não há distinção de gênero frente à opacidade das representações estranhamente familiares que nos habitam e motivam lapsos, deslizes, sintomas, fantasias. Já no plano das vontades mais pedestres, do destino que damos a essa insatisfação permanente a que se chama vida - talvez aí se possa especular se os homens seriam menos enigmáticos que as mulheres.

Por uma questão de método, vale considerar o ponto de vista dos que, como Freud, se confessam incapazes de satisfazer esses seres ambíguos que somos nós, do sexo feminino. Os homens, talvez para se esquivar da intromissão feminina, declaram ser pessoas fáceis de contentar. Além de sexo, dedicação e carinho (mas sem exagero!) das amadas, querem respeito profissional e, claro, ganhar bem. O que mais? 90% de minha amostragem particular responde: ler o jornal inteiro no domingo, jogar conversa fora com os amigos de bar de vez em quando e ver futebol na TV sem ser ???interrompidos. Essa opção, há quem troque por uma soneca no sofá.

Parece que com esse pacote de pequenas alegrias, tudo estaria bem. Mas, atenção: as mulheres, convidadas gentilmente a não aporrinhá-los durante suas atividades favoritas, devem estar a postos quando eles solicitarem. O casamento para o homem, disse uma vez Mario Prata, significa botar uma mulher dentro de casa. E depois, sair pra rua. Só que ela precisa estar lá quando o cara voltar, de preferência sem questionar por que ele saiu em vez de se contentar com tudo o que ela tem a oferecer. Melhor fazer essa pergunta ao ex-marido da Amélia, aquela dedicada que ele abandonou em troca da outra, cheia de exigências.

Mas perguntemos também, como meu colega de coluna, Marcelo Paiva, por que tantas mulheres hoje (nem todas! só as de 40 pra cima) não querem mais se casar? Essa pergunta é simétrica àquela formulada pelo historiador da revolução francesa, Jules Michelet, aos homens que no fim do século 19 preferiam as aventuras do celibato à responsabilidade do casamento. Michelet lamentava o destino das moças pobres e remediadas que, fora da instituição do matrimônio, ficavam desprotegidas, vulneráveis, sem perspectiva de futuro.

A recusa mudou de lugar? Por que as mulheres de hoje, cumprida a etapa inicial da criação dos filhos, preferem não entrar num segundo ou terceiro casamento? Hipótese: porque não precisam mais dele. Não do homem, nem do amor: do casamento. Nem todas as que desistem de casar de novo são, como pensa Marcelo, desiludidas com o amor. As mulheres que já se casaram algumas vezes podem ter desistido do casamento porque esse existe, até hoje, para tornar confortável a vida - dos homens. Separados, eles procuram imediatamente uma esposa que substitua a primeira, enquanto elas parecem não ter pressa nenhuma de voltar ao estado civil anterior. Isso não quer dizer que tenham desistido de amar. Pode ser que estejam à procura de outras coisas, além das que o casamento proporciona. Aliás: é nessa hora, quando uma mulher não se contenta mais com o que seu homem lhe oferece, que ele a acusa de não saber o que quer.

Muitas coisas os homens podem nos dar. Amor, prazer, carinho, apoio. Aquele olhar de desejo que embeleza a mulher. E filhos, quase todas queremos os filhos. O que mais? Profissão e independência econômica ficam fora do pacote do amor. Poder, também: mas o verbo é mais instigante que o substantivo. As mulheres querem poder muitas coisas. Depois que os filhos crescem e antes que lhes tragam netos pra cuidar, o que querem as mulheres? É simples: tudo o que não puderam viver até então. Está certo: tudo, tudo não pode ser. Vá lá, quase tudo. Com vocês ou sem vocês, meus caros; quase tudo. Caberia até perguntar: por que os homens (não todos! só os de 40 pra cima) querem tão pouco?

Basta olhar à sua volta. Uma fila de cinema: 60% de mulheres, 40% de homens (os jovens talvez sejam exceção). Um concerto? 70% pra nós. Exposição de arte, idem. Metrô pra qualquer lugar, fora de horários de pico: mulheres, mulheres. Carnaval, festa-baile: olha lá elas dançando, com ou sem parceria masculina. Viagens, ecoturismo, passeatas - a lista é longa.

Por isso mesmo a mulher pode hoje dar a seu parceiro o que nenhuma geração anterior ao século 20 podia dar. Aquilo que o poeta francês Benjamin Pérec chamou de amor sublime: o amor da carne, mais o da sublimação. As três últimas gerações de mulheres, não limitadas ao espaço doméstico, são capazes de conversar sobre quase tudo com seus companheiros. Compartilhar ideias, projetos, ambições, bobagens, piadas, boemia, lutas. A vida pode ser bem boa desse jeito, e o amor, uma conversa sem-fim.

O filósofo romeno Cioran afirmou que as mulheres são as novas-ricas do mundo da cultura. Talvez por isso falemos demais. Em compensação, os maridos não são mais os nossos únicos interlocutores.

Maria Rita Kehl
by Leonardo - Amigos do Freud
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sábado, 5 de dezembro de 2009

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

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NUNCA FALES




Nunca fales sem primeiro observar o que vai sair da tua boca.



A tua responsabilidade é muito grande pelo que falas aos outros.



A força mental que se transforma em idéias é carregada de magnetismo emprestado pelos teus sentimentos.



A tua mente é um campo de fusões eletromagnéticas, de onde partem todos os pensamentos que se consubstanciam em mensagens para os que te ouvem, levando a tua marca. Portanto, deves responder pela carga dos que recebem tuas palavras.



Se a tua mente for educada, o retorno será de paz.



Se não vigiares o que dizes e a indisciplina encontrar ambiente condizente com a desordem, a própria natureza devolverá o que deres aos teus companheiros, acentuando, de volta, as formas afins às tuas idéias.



Nunca fales mal de alguém, mesmo que te encontres atingido pela maledicência alheia.



Nunca penses ao contrário das leis do Amor, mesmo que o ambiente em que vives seja propício às conversações negativas.



O papel do homem de bem é vigiar a si mesmo no que pensa, fala e faz, pois o maior beneficiado é quem se educa e quem disciplina a si mesmo.



Tudo o que fizeres de bom, saído da nobreza da tua alma, estarás fazendo exclusivamente para ti. Tu serás o maior premiado.



Quem cumpre o dever nada mais está fazendo do que o próprio dever.



Nunca penses e nunca fales que és um portador de luzes para a humanidade.



Cada um cuida da sua própria conduta.



Se falares sobre o que fazes de bom, começas a corromper o Bem que intentas realizar.



E quando anunciamos alguma coisa do grau de Caridade a que atingimos, a vaidade não deixa de aumentar as proporções que não foram atingidas.



Distorcendo a verdade, caímos na depressão urdida pela mentira e a consciência nos cobra o que deixamos de fazer e que anunciamos aos outros sem ter feito.



Colocamos uma lente no bem que tentamos fazer e fazemos questão de mostrar a quem passa, tentando colocar viseiras nos olhos dos nossos companheiros, no que se refere aos nossos atos indignos. Tudo isso são ilusões. Estamos enganando a nós mesmos, porque ninguém engana as Leis e nem Quem as fez.



O orgulho e a vaidade estragam muitas vidas.



O orgulhoso e o vaidoso não desconfiam que os outros estão observando e analisando o que falam a mais do que realmente são.



Se és verdadeiramente um benfeitor da coletividade, pelos exemplos e pelas ações, não te apresses em divulgar isso, porque o próprio ar se encarrega de transmitir os teus valores, os próprios objetivos ao teu derredor denunciam e refletem as luzes que se desprendem do teu coração.



A auto-valorização é falta de discernimento e escassez de educação. Tu és o que és e nada mais.



Se intentas anunciar o que fazes, o que foi feito apresenta falsificações nas suas mais íntimas estruturas.



Quem fala muito sobre o que fez tem o intuito de esconder os erros que


sempre estão à vista dos observadores.



O santo quase sempre nega seus feitos, mesmo os benefícios que atingiram a humanidade e, quando não tem outro jeito, responde que é um dever seu fazer o bem e, se isso é caridade, está fazendo por bem de si mesmo. Isso não ocorre com o ignorante, que sempre quer mostrar o que não é.



Fala menos de ti mesmo e, quando não suportares ficar calado, fala das tuas próprias deficiências, mesmo que não tenhas coragem de falar de todas.



Dize o que a tua coragem permitir e o teu coração suportar. Mas nunca fales sem pensar o que vais dizer.
UM DEFEITO NA MULHER



Quando Deus fez a mulher já estava em seu sexto dia de trabalho fazendo horas extras.

Um anjo apareceu e Lhe disse: "Por que leva tanto tempo nisto?"

E o Senhor respondeu: "Já viu a minha ficha de especificações para ela?"


Deve ser completamente lavável, mas sem ser de plástico, ter mais de 200 peças móveis e ser capaz de funcionar com uma dieta de qualquer coisa, até sobras, ter um colo que possa acomodar quatro crianças ao mesmo tempo, ter um beijo que possa curar desde um joelho arranhado até um coração partido e fará tudo isto somente com duas mãos."

O anjo se maravilhou com as especificações.

"somente duas mãos... Impossível!"

e este é somente o modelo básico?

É muito trabalho para um dia... “Espere até amanhã para terminá-la.”

Isso não protestou o Senhor. Estou tão perto de terminar esta criação que é favorita de Meu próprio coração.

Ela se cura sozinha quando está doente e

pode trabalhar jornadas de 18 horas." O anjo se aproximou mais e tocou a mulher.

"Mas o Senhor a fez tão suave..."

"É suave", disse Deus, mas a fiz também forte. Você não tem idéia do que pode agüentar ou conseguir.

"Será capaz de pensar?" perguntou o anjo.

Deus respondeu:

"Não somente será capaz de pensar, mas também de raciocinar e de negociar"

O anjo então notou algo e estendendo a mão tocou a bochecha da mulher...

"Senhor parece que este modelo tem um vazamento...

Eu Lhe disse que estava colocando muita coisa nela...“

"Isso não é nenhum vazamento... é uma lágrima" corrigindo-o o Senhor.

"Para que serve a lágrima," perguntou o anjo.

e Deus disse:

"As lágrimas são sua maneira de

expressar seu destino, sua pena, seu desengano, seu

amor, sua solidão, seu sofrimento, e seu orgulho."

Isto impressionou muito ao anjo "O Senhor é um gênio, pensou em tudo. A mulher é

verdadeiramente maravilhosa"

Sim é!

A mulher tem forças que maravilham aos homens.

Agüentam dificuldades, levam grandes cargas,

mas têm felicidade, amor e alegria.

Sorriem quando querem gritar.

Cantam quando querem chorar. Choram quando

estão felizes e riem quando estão nervosas.

Lutam pelo que crêem.

Enfrentam à injustiça.

Não aceitam "não" como resposta quando

elas crêem que há uma solução melhor.

Privam-se para que a sua família possa ter.

Vão ao médico com uma amiga que tem medo de ir.

Amam incondicionalmente.

Choram quando seus filhos triunfam e se alegram

quando seus amigos ganham prêmios.

Ficam felizes quando ouvem sobre um

nascimento ou um casamento.

Seu coração se parte quando morre uma amiga

Sofrem com a perda de um ente querido, entretanto são fortes quando pensam que já não

há mais forças.

Sabem que um beijo e um abraço

podem ajudar a curar um coração partido.

Entretanto, há um defeito na mulher:

É que ela as vezes se esquece o quanto vale.