quarta-feira, 7 de julho de 2010

pense na feliciade


A princípio, bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote louvável, mas nossos desejos são ainda mais complexos.

Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser magérrimos, sarados, irresistíveis.
Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema: queremos a piscina olímpica e uma temporada num spa cinco estrelas.

E quanto ao amor? Ah, o amor... Não basta termos alguém com quem podemos conversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando. Isso é pensar pequeno: queremos amor, todinho maiúsculo.

Queremos estar visceralmente apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados, queremos jantar à luz de velas de segunda a domingo, queremos sexo selvagem e diário, queremos ser felizes assim e não de outro jeito.

É o que dá ver tanto cinema.

Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista.
Ter um parceiro constante, pode ou não, ser sinônimo de felicidade. Você pode ser feliz solteiro, feliz com uns romances ocasionais, feliz com um parceiro, feliz sem nenhum. Não existe amor minúsculo, principalmente quando se trata de amor-próprio.

Dinheiro é uma benção. Quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo, usufruí-lo. Não perder tempo juntando, juntando, juntando. Apenas o suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado. E, se a gente tem pouco, é com este pouco que vamos tentar segurar a onda, com humor, fé e um pouco de criatividade.
Ser feliz de uma forma realista, é fazer o possível e aceitar o improvável.

Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar o estrelato, amar sem almejar o eterno. Olhe para o relógio: hora de acordar.
É importante pensar-se ao extremo, buscar lá dentro o que nos mobiliza, instiga e conduz mas sem exigir-se desumanamente.

A vida não é um jogo onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio.
Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade. se a meta está alta demais, reduza-a.
Invente seu próprio jogo. Faça o que for necessário para ser feliz.

Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade

sexta-feira, 18 de junho de 2010

"Eu me perguntava...oque dizer sobre amizade??!!

E ENTÃO PENSEI EM TODOS MEUS AMIGOS...
EU PENSEI NAS QUALIDADES QUE OS DIFERENCIAVAM, COISAS QUE OS FAZEM ÚNICOS E QUERIDOS...
COMO AQUELES QUE SÃO TÃO DIFERENTES E NOS ENTENDEM TANTO...
AQUELES QUE NOS AJUDAM EM MOMENTOS DIFÍCEIS...
AQUELES QUE AS VEZES NOS DEIXAM VERDES..
OS ENGRAÇADOS
OS INTELECTUAIS
OS QUE NOS COBREM DE PAZ
OS QUE NUNCA SE ANIMAM
OS QUE NOS MIMAM
OS QUE NECESSITAM MIMOS
OS ORIGINAIS
OS QUE NECESSITAM CUIDADOS
OS QUE SÃO CAPAZES DE NOS CARREGAR ,SEJA QUAL FOR NOSSO ESTADO DE ANIMO
OS QUE SEMPRE ESTÃO ATENTOS
OS QUE SEMPRE MOSTRAM UMA PARTE QUE SÃO
OS QUE SEMPRE CONSEGUEM O QUE QUEREM
OS INSÓLITOS!!!
OS CORAJOSOS
OS QUE SEMPRE ESTÃO DISPOSTOS A JUNTAR-SE PARA FAZER ALGO...
OS QUE SEMPRE TEM UMA NOTICIA OU UMA NOVIDADE PARA CONTAR..
OS GRITÕES
OS QUE ENTRAM EM CASA A QUALQUER MOMENTO
OS QUE FAZEM TEMER]
OS ORGANIZADOS
OS "FOLGADOS"DE SEMPRE
OS PROTECTORES]
OS DE LONGE]
OS QUE NÃO PARAM DE TRABALHAR
OS QUE TEM DELÍRIOS DE GRANDEZA
OS QUE SEMPRE ESTÃO ENROLADOS EM ALGO]
OS QUE SEMPRE ESTÃO DISPOSTOS A QUALQUER COISA PARA NÃO PASSARMOS UM MAL MOMENTO..
E OS QUE NECESSITAM DE PROTECÇÃO
OS BRINCALHÕES
OS SURPREENDENTES
OS QUE CAIM EM UM MOMENTO ERRADO
OS QUE SE JUNTAM EM UM PASSEIO
OS QUE NOS FAZEM RIR A QUALQUER PREÇO
OS QUE SÃO TÃO TERNOS
OS QUE SE ESCONDEM
OS QUE PRATICAMENTE SÃO PARTE DE UM MESMO
OS QUE SEMPRE ESTÃO NOS ESPERANDO
A TODOS E A CADA UM DELES
OBRIGADO
A TODOS MEUS AMIGOS
A TODOS..
A TODOSSSSS..
OBRIGADO POR ANDARMOS JUNTOS..
NA CAMINHADA DA VIDA..
OBRIGADO POR ANDAREM SEMPRE ATENTOS SEMPRE QUE NECESSITO
OBRIGADO POR QUERER-ME ASSIM COMO SOU FAZENDO MINHA VIDA MAIS SIMPLES
ILUMINANDO CADA MOMENTO
OBRIGADO

sexta-feira, 11 de junho de 2010

terça-feira, 25 de maio de 2010

quarta-feira, 21 de abril de 2010

PEQUENA HISTÓRIA DE UM GRANDE NÃO-AMOR, BASEADA EM FATOS REAIS, COMO NUM FILME AMERICANO PARA A TV, OU:

Outro dia o João, logo depois de cruzar com a Maria, num desses encontros casuais da vida e de trocar com ela, com desconcertada educação, um "oi, tudo bem", percebeu-se a conversar consigo mesmo:


- Meu Deus, a Maria, a minha não-namorada. Quanta falta, às vezes, eu sinto dela! Que saudades daquilo que foi tão pouco! Ao que, João se respondeu:


- Coversando sozinho, João? Mas por que essa falta? Melancólico por que está por perto o dia dos namorados, ou o seu aniversário, ou o aniversário dela, ou o Natal, ou qualquer outra coisa? E daí? O que poderia acontecer se a Maria fosse sua namorada, e não uma simples não-namorada com quem você cruza por aí, de quando em vez? Hoje em dia vocês mal se falam!


- Ah, se ela fosse minha namorada, eu poderia dizer a ela, como se fossem minhas, palavras de Vinicius de Moraes : “o meu amor por você é como uma velha canção aos seus ouvidos”. Ou, talvez, lhe sussurrasse, como Amenófis IV à sua rainha Nefertiti, no Egito antigo: “o meu amor, por você, durará tanto quanto o eterno piscar das estrelas”.........


- Mas, João, se toca, ela é, apenas, uma simples não-namorada, não há como você falar isso a ela. E aí, como é que você fica, como é que você vai tocando a vida?


- Aí, eu não vou tocando a vida. Não vou porque eu também não tenho a voz da Elis Regina, pois que, se a tivesse, poderia cantar, como ela, em “O Cantador”, de Dori Caymmi e Nelson Mota: “De que serve o meu canto e eu, se, em meu peito, há um amor que não morreu. Eu canto a dor, de uma vida perdida, sem amor”.


- Meu caro amigo, que, por acaso, sou eu mesmo, o João, mas que que papelão! Elis Regina? Faça-me o favor! Além disso você não está sendo nada original, usando falas de outros. E saiba você, também, que o homem só não é ridículo quando diz determinadas coisas, como essas que você está falando, quando as diz para a sua namorada, na vida ou na despedida. Não se fala coisas dessas a uma simples não-namorada, que, acho até, nem se importa tanto assim com você!


- Olha, vendo as coisas por esse lado, acho, até, que você tem razão e percebo o deslize deste escrito meu. Mas é que, ao contrário do que eu disse acima (ou disseram por mim), em meu peito, na verdade, existe um amor que eu ainda não vivi. E é por ainda não tê-lo vivido que, mesmo que eu queira, e eu já o quis tantas vezes, não me morre a esperança de que um dia a Maria, por distração ou tentação, por piedade ou por vontade, por desamor ou por favor, como benção ou consolação, se lembre deste pobre João e conceda-me, enfim, a ventura de um pequeno (ou grande, ou imenso, mas infinito) deslize seu.

Aí o João se calou, não se disse mais nada, guardou, de novo, todos aqueles desperdiçados sentimentos, num canto próprio de sua alma e seguiu o seu caminho. E se foi, não-alegre e não-faceiro, sabendo, sem saber, que num outro encontro casual, toda essa pequena história, de novo iria ser contada. É que, se essa história é pequena e curta, essa história também não tem como acabar, pois só à Maria foi dada aquela pena de ganso, aquela caneta tinteiro, aquela caneta esferográfica, aquela máquina de escrever, aquele teclado de computador que possuem o poder de determinar e de escrever o ato e a palavra:

FIM

quarta-feira, 31 de março de 2010

A FLOR DA HONESTIDADE


Conta-se que por volta do ano 250 A.C., na China antiga, um príncipe da região norte do país estava às vésperas de ser coroado imperador mas, de acordo com a lei, ele deveria se casar.

Sabendo disso, ele resolveu fazer uma "disputa" entre as moças da corte ou quem quer que se achasse digna de ser sua esposa. No dia seguinte, o príncipe anunciou que receberia, numa celebração especial, todas as pretendentes e lançaria um desafio.

Uma velha senhora, serva do palácio há muitos anos, ouvindo os comentários sobre os preparativos, sentiu uma leve tristeza, pois sabia que sua jovem filha nutria um sentimento de profundo amor pelo príncipe.

Ao chegar em casa contou à jovem e desesperou-se ao ver que ela pretendia ir à celebração, indagando preocupada:

_ Minha filha, o que você fará lá ? Estarão presentes todas as mais belas e ricas moças da corte. Tire esta idéia insensata da cabeça, eu sei que você deve estar sofrendo, mas não torne esse sofrimento uma loucura.

E a filha respondeu:

_ Não, querida mãe, não estou sofrendo e muito menos louca. Eu sei que jamais poderei ser a escolhida, mas é minha oportunidade de ficar pelo menos alguns momentos perto do príncipe, e isto já me torna feliz.

Na hora marcada, a jovem chegou ao palácio. Lá estavam, de fato, todas as mais belas moças, com as mais belas roupas, com as mais belas jóias e com as mais determinadas intenções.

Em determinado momento, o príncipe anunciou o desafio:

_ Darei a cada uma de vocês, uma semente. Aquela que, dentro de seis meses, me trouxer a mais bela flor, será escolhida minha esposa e futura imperatriz da China.

A proposta do príncipe não fugiu às profundas tradições daquele povo, que valorizava muito a especialidade de "cultivar" algo.

O tempo passou e a doce jovem, como não tinha muita habilidade nas artes da jardinagem, cuidava com muita paciência e ternura a sua semente, pois sabia que se a beleza da flor surgisse na mesma extensão de seu amor, ela não precisava se preocupar com o resultado. Mas passaram-se três meses e nada surgiu.

A jovem tudo tentara, usara de todos os métodos que conhecia, mas nada havia nascido, Dia após dia. Por fim, os seis meses haviam passado e nada havia brotado.

Consciente do seu esforço e dedicação a moça comunicou a sua mãe que, independente das circunstâncias retornaria ao palácio, no prazo combinado, pois não pretendia nada além de mais alguns momentos na companhia do príncipe.

Na data e hora marcada, lá se apresentou, com seu vaso vazio, bem como todas as outras pretendentes, cada uma com uma flor mais bela do que a outra, das mais variadas cores e formas. A jovem ficou admirada, nunca havia presenciado tão bela cena.

Finalmente, chegou o momento esperado e o príncipe passou a observar a flor trazida por cada uma das pretendentes, com muito cuidado e atenção. Após analisar todas elas, ele anunciou um resultado surpreendente, indicando a bela mas humilde jovem, do vaso vazio, como sua futura esposa.

O público presente, perplexo, quis saber o motivo, afinal, o desafio previa que se casaria com a moça que lhe trouxesse a mais bela flor e ele escolhera, justamente, a que não cultivara flor alguma.


Então, calmamente, o príncipe esclareceu:

_ Esta jovem foi a única que cultivou a flor que a tornou digna de se tornar uma imperatriz: A Flor da Honestidade, pois todas as sementes que entreguei eram estéreis.

A Honestidade é como uma flor, tecida em fios de luz, que ilumina quem a cultiva e espalha claridade ao redor. Independente de tudo e de todas as situações que nos rodeiam, que possamos espalhar essa luz àqueles que nos cercam..

Se para vencer, estiver em jogo a sua honestidade, PERCA!!!
Você será sempre um vencedor !!!